quinta-feira, 16 de julho de 2009

O ovo ou a galinha

Ontem fui assisti à estreia de Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Como era de se esperar, o shopping estava repleto de personagens do filme. Alunos de Hogwarts, professores, jogadores de quadribol... só que desta vez eles se comportaram na sala do cinema. Foi ótimo!

Cheguei em casa pensando "putz, preciso ler o livro". Em seguida, o pensamento evoluiu para "ok, talvez não hoje. Mas é hora de seguir com aquela leitura legal do Stephen King né?". E assim o fiz. Hoje, vindo ao trabalho, engoli mais algumas páginas de "Os Lobos de Calla", de A Torre Negra. Ainda no caminho, me deparei com um rapaz lendo LUA NOVA, uma menina lendo HARRY POTTER E A ORDEM DE FÊNIX e uma outra menina lendo AMANHECER.

Todos são best-sellers que viraram filmes, que viram even-better-sellers. Surgiu-me a dúvida:

Os livros salvaram o indústria do cinema ou o cinema salvou a indústria dos livros?

Resposta: os livros salvaram a indústria do cinema, óbvio.

Mas é curioso como isso se tornou uma coisa cíclica, não é mesmo? O cinema cada vez mais se baseia em obras literárias (não só para grandes produções como estas citadas, mas também em produções mais modestas ou adaptações, que sempre têm ao menos um pé de sua origem no mundo literário). Ao mesmo tempo, o lançamento projetos cinematográficos gigantescos baseados em séries de livros fazem dos lucros da indústria literária cada vez maiores. É uma bola de neve.

Enquanto isso, eu volto ao meu Stephen King (que já foi, por diversas vezes, levado para o cinema...).

***Update: Snape is not a coward!!!

Um comentário:

Milton disse...

Acho (digo, os teóricos acham rs) que este é um fenômeno cada vez mais crescente nos meios de comunicação, a contaminação entre as mídias. Tem algo de McLuhan nisto também.
Engraçado que eu acabei de postar algo a ver com o mesmo assunto, mas no caso entre videoclipe, cinema e animação rs.
PS. As animações também salvaram o cinema né!